Tuesday, November 13, 2007

Eu, minha mãe e, algumas vezes, meu pai




Você já andou de mãos dadas com sua mãe na rua? Já parou para ouvir as histórias da vida dela? Disse alguma vez o quão importante ela é na sua vida?

Pois é, assisti ao filme Tokyo Tower — Okan To Boku To, Tokidoki, Oton (algo como Mamãe, eu e, às vezes, papai), e comecei a pensar em tudo isso. O longa é, na verdade, uma adaptação de um livro muito popular por aqui, que é baseado numa história real. O Roberto Maxwell escreveu uma resenha bacana sobre o filme e não vou ficar aqui repetindo a história. Vejam aqui.

Há tempos (desde o Memórias do Amanhã), não via um filme tão comovente. Ele fala de relações familiares e, como é de praxe nas produções japonesas, mostra como mudamos nossas atitudes quando alguém da família adoece. Sim, há doença no filme.

Chorei horrores. Feito uma criança mesmo. Mas recomendo o filme. Não para chorar, mas para pensarmos mais na nossa relação com a família.

É isso!

Para o alto e avante!

14 comments:

Val said...

Eu!Eu!Eu!Eu ando de mão dada com a mamãe, eu levo ela pra passear e meus amigos gostam dela, sempre a convidam para nossas festinhas, chega a ser engraçado!Com papai, qdo ele era vivo, tb era assim. Ele era meu herói, portanto sempre demonstrei meu afeto!
:)
Bjinhoooooooooooos!

Karuzo said...

Tbm sempre andava de maos dadas com a minha mae. So tem um detalhe. Ela gostava de andar de bracos dados, como duas velhinhas indo a missa num domingo. Eu detestava. Gostava de andar de maos dadas mesmo. Certo dia ate ouvi duas velhinhas - diferentes das da missa - comentarem algo como: ela deve ter o dobro da idade dele. Minha mae ficou sem graca, mas eu estava animado para confusoes e fui la nas "veias" e falei: "eu to cheio de amigo que se amarra numa panela velha, querendo, eu apresento". hahahaha...as velhas fizeram aquela cara de peixe fora dagua com anzol ainda na boca e se sairam de fininho. "Agora vc ve!" disse uma delas. Adorei!

Afi said...

Devemos reflectir nisso mais vezes, para mudar a nossa atitude agora, e não quando for tarde de mais. Senão, só vai restar a saudade e o arrependimento.

Raquel said...

A minha mãe também gosta de andar de braço dado, Karuzo! Só que ninguém nunca pensou "mau" da gente.

Ué, Tokyo Tower não era o nome de uma novela????

Falando nisso, acredita que só fui ver "Always" outro dia? Também tem umas partes comovendes bem no estilo lacrimoso japonês.

Paulo said...

Tenho uma má vontade tremenda com o cinema japonês, em parte por causa do enredo lacrimoso.
Mas é interessante o quanto um filme na hora certa pode nos relembrar sobre as reais prioridades na vida.

Abraços

ED said...

Oi Ewerthon! Como vai?

Estive “desconectado” por algumas semanas, mas estou de volta e visitando minha freguesia. Eu gosto muito de cinema não-americano, e sei que o Japão (assim como vários outros países) produz muitos filmes e bons filmes. Lendo a resenha do filme lembrei de Caminhos de Pedra que retrata uma família branca que vive no Sul dos Estados Unidos e o filme mostra os problemas que a mãe enfrenta para criar os filhos sem dinheiro e sem marido. Se você ainda não assistiu, eu recomendo.
Bom, vou tentar encontrar esse filme aqui e depois te conto o que eu achei.

Um abraço!

kurati said...

Mais um filme japonês.....apesar de saber que os filmes japoneses tem esse lado mais realista e tal,prefiro o final feliz e esperado dos filmes de hollywood.Deixarei a tristeza para os japoneses mesmo,esses sim precisam de filmes assim pra deixar de esconder os sentimentos!!!

Suélen Lopes said...

Se já choro com desenho animado vou chorar ainda mais então com este filme, principalmente por o enredo ser a família. Vou tentar ver, sim. Obrigada pela sugestão. Abraços

Gisele Scantlebury said...

Gostaria de ver, mas a ignorância me impede. Sempre andei de mãos dadas com minha mãe, minha irmã e minhas melhores amigas. Ouvíamos gritos de "sapatão" por onde passávamos, mas não estávamos nem aí. Também vi um filme legal esses dias sobre relações familiares: My life without me. Vale a pena também. Beijos! =)

Ciça Donner said...

Nao precisou adoecer ninguém, ou quase, lá de casa para eu comecar a pensar essas coisas. Sempre andei de maod adas com minha mae, ela nao foi minha melhor amiga, ela foi MAE (papo para um longo post) e daqui de longe percebo que poderiamos ter feito muito mais coisas juntas...

Yoshimoto Kuraudia said...

Eu tb ando, Ewerthon! Abraçada, de mãos dadas, pendurada no pescoço da mamy... rs Pena que ela está longe de mim. Dá uma saudade!! Ainda bem que os seus pelo menos estão pertinho de você, né rs. Ai, e chorar tb vendo filme... Não é só vc, não, viu, amigo hehehe Sou meio durona no geral, mas não resisto a um filminho água com açúcar, que me debulho toda! hahaha Bjs! Mto bacana o seu blog!

marcus yabe said...

Assisti no cinema quando estreio nunca vi tanta gente chorando incluindo "watashi".
encontrei o dvd dias atras em um konbini passei o sábado inteiro chorando.
acho aquela atriz barbara.

Lucia Cintra Stevenson said...

Oi, nem lembro como cheguei aqui, mas passei pra dar um alo.

Eu sempre tive um relacionamento otimo com meus pais e ja andei sim de maos e bracos dados com os dois e sempre demostrei e disse o quanto eles sao especiais na minha vida. Perdi minha mae ha 2 anos atras de cancer e acho que nao ia conseguir assistir esse filme agora de jeito nenhum. Do jeito que sou manteiga ja iria chorar se a tivesse do meu lado, agora entao... acho que seria tortura.

bjos

materials said...

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