Thursday, February 16, 2006

Mais micos...

Pessoas,
esse mico quem fez eu e a Rachell pagar foi a Karie.
Lembro-me como se fosse ontem do dia em que levei as duas para conhecer e serem conhecidas pela Embaixada do Brasil em Tokyo. Aquela formalidade toda.
Tudo corria tranquilamente. Eles perguntavam, as duas respondiam. As duas perguntavam, os diplomatas respondiam. Temos uma relação bem boa com a representação brasileira e isso deixava a conversa mais tranquila e informal.
Mesmo assim, tomávamos todo cuidado com as palavras etc e tal. Eis que num determinado momento, a Karie ficou muda. Não falava nada. De repente, no meio da conversa, ela levanta a mão. Todos olham para ela.
"Posso perguntar uma coisa?"
"Sim, claro", responde amável e educadamente.
"Onde é o banheiro?", lança.
Eu e a Rachell fizemos aquela cara. E para piorar, o diplomata ofereceu o banheiro da própria sala. Imagina a gente tendo de ouvir a cachoeira! Foi um micão!
É isso. Para o alto e avante!

4 comments:

Thassia said...

Ai os micos... Em um país como o Jp, que é cheio de regras, acho que não tenha uma pessoa que não tenha passado vergonha alguma vez...
Isso me faz lembrar de um mico que paguei na estação de Nishi Koizumi (que fica perto do escritório de Oizumi). Tinha acabado de chegar à Gunma e não estava "familiarizada" com as estações fantasmas (nem sabia que existia, tinha a visão de que todas as estações no Jp eram ultra modernas). Das quatro estações da linha que vai de Ota para Oizumi, duas são fantasmas (e só uma, a de Ota, tem catraca eletrônica). Lembro que precisei descer em uma dessas estações, a Ryumai, para fazer uma entrevista. Quando desci já tinha achado estranho, pq não tinha ninguém para receber o tíquete, mas nem me preocupei, já que estava com pressa e imaginei que pelo menos tivesse uma máquina para vender a passagem. Mas na volta... Cadê a máquina de kippu (tíquete)??? Procurei dentro e fora e nada e fora que não havia uma alma viva para para perguntar. O trem já estava vindo, e como o próximo só iria passar depois de uma hora, deixei pra lá. Qdo cheguei na estação de Nishi, disse para o funcionário que recolhe o tíquete que tinha pego o trem em Ryumai. A primeira pergunta que ele faz: cadê o papel? Não fazia a mínima idéia de q papel era essa, e disse a ele que não tinha encontrado nada. O funcionário ficou super bravo, e disse que tinha um lugar para pegar o papel na entrada. Quis morrer de vergonha! A sorte é que pelo menos, ele acreditou que tinha pego o trem em Ryumai...
Na outra vez em que peguei o trem lá, vi que realmente tem uma máquina, onde pega um papelzinho, em que está impresso o horário e a estação. Mas que vergonha!!!
É isso, vivendo e aprendendo...
bjinhos

Roberto said...

Nossa, se eu for contar meus micos no Japao... Foram tantos, cada um mais king-kong que o outro. E, tipo, nada de situacao formal onde os micos sao mais que justificaveis. Coisa mesmo de dia-a-dia, falar coisas erradas, enfim. Bem, considerando que no comeco eu nem falava japones, ter a chance de errar ja eh um passo gigantesco, nao? Ah, seu Tobace, cade o meu link que o senhor prometeu, hein? Que mico, levando esporro no proprio blog!!!

Karina Almeida said...

que cachoeira?? tá, concordo que foi mico, mas não teve cachoeira não! eu fiquei lá fazendo um esforço danado pra abafar o som... será que não deu certo??

Emerson Wan said...
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